EZTEC na Mídia

Desempenho de ações e setores listados podem ser favorecidos ou prejudicados conforme novo governo; analistas indicam as melhores opções

Consenso entre agentes do mercado financeiro, desde o inicio do processo eleitoral, é que o time de apoio que forma o novo governo do país terá impacto mais relevante do que o próprio presidente da República. Isso porque haverá, na avaliação dos economistas, continuidade da política macroeconômica que envolve câmbio flutuante, metas de inflação e disciplina (ou pelo menos tentativa) fiscal. Mas o ajuste fino depende da definição de nomes em cadeiras como Ministério da Fazenda e Banco Central e até mesmo em diretorias de estatais.

Essas definições podem traçar direções, positivas ou negativas, para os papéis negociados em bolsa. Um relatório da corretora Bank of America Merrill Lynch, do analista Pedro Martins Jr., pondera que o otimismo de longo prazo com a economia brasileira se mantém, de qualquer forma. Em relação a setores, o risco potencial está na política de renovação de concessões e tarifas de energia, que deve ser mais apertada no governo Dilma Rousseff. Na ponta positiva, na visão da Merrill Lynch, estão os setores que já vinham sendo colocados no foco de Lula: educação, com expansão de crédito estudantil; construção, com financiamento para produção e aquisição de imóveis especialmente de baixa renda; e transportes, tomando como meta a eliminação de gargalos de logística que afetam a produtividade do país.

Na casa independente de análise Empiricus, a relação entre ações e urnas já estava clara. “Serra fortalece concessões e Dilma, a intervenção. Ela intensifica o cerco sobre as elétricas com sinalização de taxas de retorno menores para as empresas e reforça o avanço da Petrobrás em aquisições, com espaço para compra de fatia na Comgás e Brasil Ecodiesel", considera o analista Felipe Miranda. "A linha do Serra beneficia desempenho de ações como OHL, CCR, Triunfo e Ecorodovias. Também beneficia ações da Souza Cruz, já que há restrição para propaganda da indústria e as marcas consolidadas se beneficiam.

Para o analista-chefe da Gradual Corretora, Paulo Esteves, seguem como destaque para os investidores de renda variável setores ligados ao consumo interno e as commodities. “Nessa linha, nossas top picks são EZTEC, Brookfield, Pão de Açúcar, Vale, Brasil Foods e Marfrig”, indica.

FONTE: Brasil Econômico - Maria Luíza Filgueiras - 04 de Outubro de 2010