EZTEC na Mídia

SÃO PAULO - Com o último pregão da semana trazendo uma enxurrada de indicadores econômicos e balanços corporativos no front norte-americano, o clima é de instabilidade e apreensão nas praças financeiras ao redor do globo, levando os principais índices acionários a operarem entre altas e baixas.

Durante a manhã desta sexta-feira (15), as atenções também se voltam para a agenda dos Estados Unidos que traz, além de indicadores econômicos - nada menos do que sete -, um discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. A expectativa é de que o líder do banco central norte-americano aborde a possibilidade de novas medidas de flexibilização quantitativa no país.

De Washington ao Velho Continente, destaque ao avanço no nível dos preços e à balança comercial. A inflação anual na Zona do Euro teve alta de 1,8% em setembro, segundo estimativa da Eurostat (Órgão oficial de Estatística Europeu) divulgada nessa sexta-feira. Outra estimativa também divulgada pelo órgão revela que o continente apresentou um déficit de € 4,3 bilhões em sua balança comercial no mês de agosto.

Por aqui, se a agenda de indicadores não traz dados de grande relevância, o mesmo não pode ser dito quanto à esfera corporativa, que encerra a semana bastante agitada.

Petrobras

Nesta manhã, a Petrobras (PETR3, PETR4) volta a ser destaque negativo no noticiário, após nova avaliação sobre a companhia. A BB Investimentos revisou na última quinta seus preços potenciais para as ações da estatal. Os novos targets do banco para junho de 2011 foram rebaixados em 23% frente aos preços anteriores, indo para R$ 45,80 - ações ON - e R$ 40,50 - ações PN. Contudo, o BB manteve sua recomendação de compra para a estatal.

Em relatório assinado pelo analista Nelson Rodrigues de Matos, o banco explica que o corte nos preços potenciais da petrolífera reflete a diluição por conta da capitalização, a aquisição de 5 bilhões de barris de óleo equivalente por valor acima da estimativa da BB e a elevação da taxa de desconto face à nova estrutura de capital.

Vale

Outra blue chip a receber os holofotes do mercado nesta sexta é a Vale (VALE3, VALE5). A mineradora anunciou na véspera a distribuição de R$ 2,896 bilhões em juros sobre capital próprio aos acionistas, equivalente a R$ 0,555154105 por ação ordinária ou preferencial. O pagamento será efetuado a partir de 29 de outubro, sendo os papéis negociados "ex-diretos" na próxima sessão.

Somando-se este valor à parcela paga no primeiro semestre, chega-se ao montante de R$ 5,094 bilhões em remuneração ao acionista, número 10,1% superior ao pagamento de 2009, marcando um novo recorde histórico da empresa.

A Vale também anunciou o pagamento de juros adicionais aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis em ADRs, com vencimento em 15 de junho de 2012. As séries que receberam o direito são a VALE-2012 e VALE.P - 2012.

Brasil Brokers

A Brasil Brokers (BBRK3) também chama atenção nesta manhã após ter celebrado junto ao HSBC um contrato de parceria comercial, de modo a promover e ofertar operações de crédito imobiliário para o mercado secundário, com direito de exclusividade ao banco para a primeira análise e oferta de crédito aos clientes da imobiliária.

O HSBC pagará à Brasil Brokers R$ 45 milhões em parcelas, para antecipar comissões pelo prazo original do contrato. Além disso, a imobiliária receberá da instituição financeira uma comissão por cada operação de crédito efetivamente realizada durante o acordo.

Pão de Açúcar

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR5) é outro que estampa as manchetes dos jornais econômicos no último dia desta semana, após ter anunciada na última quinta-feira uma mudança em seu programa de ADRs (American Depositary Receipt), alterando a correspondência dos certificados com as ações preferenciais da empresa.

Com isso, cada ADR passará a corresponder a uma ação da companhia, o que resultará em um desdobramento dos certificados na razão de um para dois. A data de distribuição dos ADRs adicionais será 15 de outubro de 2010, com o Bank of New York Mellon ficando responsável pela emissão.

Hering

Os números prévios operacionais da Cia Hering (HGTX3) do terceiro trimestre podem alterar o comportamento de seus papéis neste pregão. No período, a receita bruta da companhia mostrou crescimento de 36,5% em relação ao apurado nos mesmos três meses do ano passado.

De acordo com a empresa, o trimestre terminou com 303 Hering Stores, que mostraram um aumento nas vendas de 51,7% em relação ao mesmo quarto de 2009, sendo 35,2% no critério "mesmas lojas".

MRV e EZTEC

Do mesmo modo, as prévias tanto de MRV (MRVE3) como da EZTEC (EZTC3) devem movimentar o ânimo dos investidores. Quanto à aquela, além de revelar R$ 1,032 bilhão em lançamentos no terceiro trimestre (+58,7% na base anual) e R$ 889,7 em vendas contratadas (+12,7%), também elevou sua projeção de margem Ebitda (relação percentual entre geração de caixa e receita líquida) em 2010, o qual subiu de 25% a 28% para o intervalo entre 26% e 29%.

Com relação à EZTEC, o volume geral de vendas de lançamentos atingiu R$ 97,8 milhões entre julho e setembro, alta de 87% face ao mesmo período de 2009. Já quanto às vendas contratadas, estas listaram uma queda de 19,7% em base anual, ao atingir R$ 118,9 milhões.

CCR

A Brisa Auto Estradas de Portugal vendeu na última quinta-feira 15,1 milhões de ações da CCR (CCRO3), por aproximadamente R$ 46 por cada papel, informou em comunicado. Os papéis da empresa brasileira foram o destaque de baixa do Ibovespa na última sessão, com queda de 8,32%.

A companhia sediada em Portugal já havia manifestado o interesse em se retirar do capital social da companhia no dia 22 de junho, de modo a reduzir sua dívida líquida e liberar recursos para permitir o crescimento da companhia portuguesa.

FONTE: InfoMoney - Equipe InfoMoney- 15 de Outubro de 2010