EZTEC na Mídia

O entusiasmo das construtoras com o programa Minha Casa Minha Vida arrefeceu. As margens do negócio tornaram-se bem mais apertadas com o aumento dos custos de mão de obra, matérias-primas e terrenos. Além disso, várias empresas não tinham experiência na relação com a Caixa Econômica Federal e a excelente resposta do consumidor aos imóveis na faixa entre R$ 130 mil a R$ 500 mil também contribuiu para que as companhias reavaliassem seus planos.

Levantamento com 17 empresas abertas mostra que, até Setembro, os imóveis de até R$ 130 mil representaram 37% do total lançado no ano, equivalentes a R$ 9 bilhões. MRV, Rodobens, Direcional e Rossi concentraram vendas nesse público, mas Even, EZTEC, Helbor e CR2 não lançaram nada nessa faixa. O segmento intermediário, até R$ 500 mil (limite do SFH para uso do FGTS), representou 41% do volume financeiro lançado.

Um dos problemas básicos é o aumento dos preços dos terrenos. Para as áreas adquiridas entre 2007 e 2008, empresários do setor afirmam que a conta ainda fecha, mas depois que o programa deslanchou os preços dos terrenos nas periferias subiram e o modelo do Minha Casa ficou apertado demais para oferecer rentabilidade. “As empresas acabam tendo que sair dos grandes centros, que é onde está o déficit habitacional”, explica Augusto Martinez, da Construtora Mudar.

FONTE: Valor Econômico - Daniela D’Ambrosio - 26 de Novembro de 2010