EZTEC na Mídia

A construtora EZTEC cumpriu, em novembro, sua meta de lançamentos para 2010. Em 2011, a companhia deve anunciar R$ 1,2 bilhão em empreendimentos. Segundo o diretor de relações com investidores Emílio Fugazza, sem dívidas e com R$ 3,9 bilhões em terrenos, a companhia será capaz de crescer. Ele conversou com a DINHEIRO:

DINHEIRO - Como a EZTEC está posicionada neste momento de mercado?

EMÍLIO FUGAZZA - O momento não poderia ser melhor. O número de lançamentos até novembro de 2010 alcançou R$ 887 milhões, um crescimento de 80% sobre 2009. Este aumento nos incentivou a propor uma meta maior em 2011, entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão. Nossa margem líquida até o terceiro trimestre é de 38% ante uma média do setor de 15%.

DINHEIRO - Qual é o motivo desse desempenho acima do setor?

FUGAZZA - Vários fatores, como o foco em São Paulo e na região metropolitana, a classe média como público-alvo, a estrutura verticalizada e a capacidade de financiamento.

DINHEIRO - Há planos de expansão para outras áreas?

FUGAZZA - Estamos trabalhando na expansão para o interior de São Paulo. Já lançamos três projetos em Jundiaí.

DINHEIRO - A EZTEC poderia ser alvo de uma possível aquisição?

FUGAZZA - Estamos há 31 anos no mercado e pretendemos ficar. A EZTEC é uma empresa com endividamento baixo. Nosso patrimônio líquido é de R$ 1,93 bilhão e nossa dívida total é de R$ 56 milhões. Temos condições de permanecer na briga como uma das empresas mais lucrativas do setor.

DINHEIRO - E vocês pensam em comprar alguém?

FUGAZZA - Nosso foco é o crescimento orgânico.

DINHEIRO - Como o sr. avalia a alta de 45% das ações?

FUGAZZA - O valor de mercado da empresa hoje é semelhante ao preço dos ativos líquidos da companhia, de R$ 1,75 bilhão. Alguns analistas estimam nosso preço-alvo em R$ 19, ainda muito distante do preço atual, de cerca de R$ 13. Temos um baixo risco e um potencial de crescimento muito grande.

DINHEIRO - E como conciliar baixo risco e crescimento sustentado?

FUGAZZA - O que me dá mais certeza é o fato de que temos dentro de casa um banco de terrenos de R$ 3,9 bilhões. Este número é três vezes maior do que a nossa meta de lançamentos para 2012. Temos a possibilidade de continuar fazendo.

FONTE: Revista ISTOÉ Dinheiro - 01 de Dezembro de 2010