EZTEC na Mídia

São Paulo - Dos US$ 323,5 bilhões de todo o ramo da construção civil movimentados no ano passado, no País, cerca de 89% vieram de contratos firmados na área corporativa, ou seja, obras de expansão e construção de fábricas, de lojas e prédios de escritórios, além do setor hoteleiro e parte de obras públicas. Isso, apesar de a disputa pelos projetos das obras para o programa "Minha Casa, Minha Vida" ser o foco dos holofotes ao longo de 2010.

Com 218 obras e US$ 41 bilhões, as obras públicas, em um ano eleitoral, representaram 37% do setor, enquanto a construção para indústria movimentou US$ 178 bilhões em 2010, e o varejo demandou US$ 109 bilhões. O crescimento desses dois segmentos, de acordo com a consultoria especializada na área de construção civil ITCnet, foi de 33%, e a expectativa para 2011 é de crescimento de 10%. Para o analista de mercado e professor de Engenharia da FEI Alberto Canudo, a inserção de novas indústrias automotivas será o grande pano de fundo de em 2011. "Grandes fábricas e galpões estão previstos para serem instalados este ano: é um momento de euforia para a construção industrial."

Para o diretor Comercial da Cesbe Engenharia, Paulo Espínola, o número de projetos vem crescendo gradativamente. "A procura tem sido principalmente para projetos nas áreas de energia, petróleo, cimento, aço e da indústria automobilística", conta, ao lembrar a assinatura com a Novelis Brasil, indústria do ramo de alumínio, para execução de obras de ampliação da sua unidade em Pindamonhangaba (SP), com cerca de R$ 300 milhões.

Além desta obra, a Cesbe também fechou contrato com um braço da Brookfield, a Pezzi Energética, para a construção de pequenas centrais hidroelétricas no rio das Antas, no Rio Grande do Sul. A obra já está em andamento e deverá ser finalizada em 2012.

Com quatro empreendimentos comerciais em andamento, o grupo Rossi contabiliza ganhos. "Dos quatro empreendimentos comerciais que temos na Grande São Paulo, dois já foram totalmente vendidos antes da entrega, e os outros dois já estão nas últimas unidades", disse Rubens Júnior, dirigente regional da Rossi. A construtora EZTEC também comemora, pois ao lançar o empreendimento comercial NeoCorporate Offices, com valor geral de vendas de R$ 182 milhões, vendeu 85% das unidades no primeiro fim de semana.

FONTE: DCI - Paula Cristina - 04.fevereiro.2011