EZTEC na Mídia

SÃO PAULO - Depois de altas até certo ponto exuberantes, os papéis defensivos podem perder força daqui para frente, alertam alguns dos especialistas ouvidos pelo Valor. Por isso, é importante o investidor ser mais seletivo do que nunca.

Várias dessas ações estão valendo mais até do que deveriam, diz o sócio da Bogari Capital Flávio Sznadjer. Ele lembra que houve uma dança das cadeiras entre os setores: os que subiram muito no ano passado, caíram bem em 2011, enquanto aqueles que ficaram na lanterninha em 2010, estão entre os destaques positivos deste ano.

Já neste semestre, Sznadjer acredita que pode haver uma recuperação de setores com bons fundamentos, mas que sofreram bastantes nos primeiros seis meses. Entre eles: o setor bancário e as construtoras. As ações de grandes bancos como Bradesco e Itaú Unibanco estão bem abaixo de suas médias históricas, além de apresentarem múltiplos, como preço sobre lucro (P/L, indicador que dá uma idéia de quantos anos demora para o investidor ter de volta o quanto aplicou no papel), bastante atraentes.

Já no setor imobiliário, o gestor acredita que as melhores apostas podem estar entre as construtoras de menor porte, com um risco operacional também mais baixo. Entre elas: Helbor, EZTEC, CR2 e Viver. “Este pode ser um semestre bem diferente do primeiro com relação aos papéis mais valorizados”, completa Sznadjer.

Quem também sofre bastante este ano é o setor de siderurgia. Os papéis PNs de Usiminas e Gerdau e ONs da CSN - todos com peso relevante no Ibovespa - figuram no grupo dos 10 piores, com tombos superiores a 30%. (DC)

FONTE: InfoMoney - 20.julho.2011