EZTEC na Mídia

São Paulo, 09 - Após terem registrado uma queda de mais de 16% na véspera, em meio ao pânico que tomou conta dos mercados, as ações da OGX passam por recuperação nesta terça-feira e figuram como um dos principais destaques do dia. Há pouco, o papel subia 8,80%, liderando a lista de maiores altas do Ibovespa. Outras duas empresas do grupo EBX, também registram recuperação, como MMX (+5,70%), LLX (+5,48%).

Em entrevista à jornalista Irany Tereza da Agência Estado ontem, o empresário Eike Batista, destacou que estava aliviado neste momento por não precisar fazer novas captações e acumular um caixa próprio de US$ 10 bilhões, metade disso na OGX. O executivo lamentou apenas não estar ainda gerando lucro, condição imposta pela CVM para as empresas realizarem operações de recompra de ações.

O executivo destacou ainda que vários projetos do grupo começam a produzir no quarto trimestre deste ano, como é o caso da OGX. "Vamos produzir petróleo a US$ 18", destacou. Ele defendeu ainda que os fundamentos do grupo são recursos financeiros em caixa e baixo custo de produção. "É assim para todas as nossas companhias", afirmou.

O dia é de recuperação também para outros setores, com destaque para empresas do setor financeiro, mineração e siderurgia. Felipe Miranda, da Empiricus Research, salienta que as cotações depreciadas dos papéis das empresas brasileiras favorecem a recuperação. Ele ressalta, no entanto, que a expectativa de anúncio de novos estímulos à economia pelo Fed serve de pano de fundo para o movimento. Para a sócia da Oren Investimentos, Fernanda Torós, é natural que a Bovespa passe hoje por uma correção após a forte e rápida queda da véspera. Para ela, no entanto, a recuperação é técnica e não leva em conta os fundamentos das empresas.

Às 14h28, o Ibovespa subia 4,05%, aos 50.639 pontos, após ter alcançado a máxima de 50.830 pontos (+4,44%). O giro financeiro era de R$ 5,38 bilhões, com projeção de alcançar R$ 8,65 bilhões no encerramento do pregão. Em Nova York, o índice Dow Jones registrava ganhos de 1,56%, enquanto o S&P 500 subia 2,27%.

Banco do Brasil

As ações do Banco do Brasil sobem 6,23%, entre as principais valorizações do Ibovespa. Mais cedo o banco anunciou lucro líquido recorrente de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 38,8% ante igual período do ano passado. Já o ganho contábil do banco no período cresceu 24% e ficou em R$ 3,357 bilhões.

Miranda, da Empiricus, destaca como pontos positivos do resultado o bom nível de crescimento da carteira de crédito e o controle de despesas superior ao esperado pela casa. Além disso, o banco reduziu suas estimativas de expansão de gastos. A previsão anterior era de aumento de 10% a 13% e agora foi reduzida para alta de 9% a 12%.

Em entrevista com a imprensa para detalhar os resultados do segundo trimestre, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirmou que não espera aumento da inadimplência nos próximos meses. Segundo o executivo, o indicador deve continuar estável em comparação com os dados registrados de abril a junho.

Itaú Unibanco avança 5,87%, Bradesco sobe 5,54% e Santander registra elevação de 5,17%, todos entre as maiores altas do Ibovespa. "As ações dos bancos estão muito baratas porque sofreram muito nos últimos dias", lembra um operador.

Vale e Petrobras

As duas empresas de maior peso no Ibovespa também se recuperam em meio à melhora das cotações das commodities no mercado internacional. Há pouco, Vale PNA subia 4,63% e ON avançava 5,35%. Mais cedo os metais básicos operavam majoritariamente em alta, depois das fortes vendas técnicas realizadas durante o pregão asiático e das quedas registradas ontem no Ocidente.

As siderúrgicas acompanham com Gerdau (+2,55%), Gerdau Metalúrgica (+1,87%), Usiminas ON (+5,58%), Usiminas PNA (+3,68%) e CSN (+5,62%). "O setor siderúrgico é outro que sofreu bastante nas últimas semanas e agora oferece preços atrativos", comenta um profissional.

Petrobras PN registra ganhos de 3,75% e ON avança 3,71%. Hoje o petróleo opera em leve alta (0,59%), cotado em torno de US$ 81,77 na Nymex eletrônica. Outras empresas do setor também sobem, mas com valorizações mais contidas: HRT (+1,52%) e QGEP (+0,73%).

Baixas

A pequena lista de ações do Ibovespa que operam em baixa é liderada por Marfrig, com recuo de 1,77%. O papel segue a trajetória já observada ontem, quando registrou a maior queda do índice (-24,83%), com a saída de fundos com grande participação na empresa. No início da sessão o papel até ensaiou uma recuperação, mas logo perdeu fôlego.

Também aparecem no grupo Cielo (-0,80%), Cteep (-0,51%), Natura (-0,34%) e Redecard (-0,25%).

EZTEC

As ações da EZTEC operam em forte alta nesta terça-feira, após a empresa ter divulgado ontem seu balanço financeiro do segundo trimestre. Há pouco, o papel subia 6,78%, a segunda maior alta entre as empresas de construção.

A companhia registrou lucro líquido de R$ 75,8 milhões no segundo trimestre de 2011, o que representa um crescimento de 34,3% ante igual período do ano passado. No semestre, o lucro líquido totalizou R$157,1 milhões.

Outro destaque no setor é PDG, em alta de 6,93%, figurando entre as principais valorizações do Ibovespa. Outras incorporadoras também operam em alta: Cyrela (+4,90%), Even (+4,33%), MRV (+3,55%), Rossi (+3%) e Gafisa (+1,74%).

ALL e Marcopolo

A ALL, que divulgou hoje seu balanço do segundo trimestre, sobe 2,61%. A empresa apresentou lucro líquido consolidado de R$ 185,6 milhões no segundo trimestre do ano, alta de 19,9% ante igual período de 2010. O resultado ficou bem acima das projeções de mercado. Segundo a média de cinco instituições ouvidas pela Agência Estado (Ágora, HSBC, Raymond James, Santander e Votorantim), a estimativa era que a companhia apresentasse lucro líquido de R$ 123,36 milhões.

Entre os destaques do balanço, analistas citam a boa performance da companhia no transporte de commodities agrícolas, com crescimento de 13% no volume e 3,5% no yield, resultando em elevação de 18,2% na receita líquida do segmento.

Outra empresa que abriu seus números, a Marcopolo, sobe 3,46% (PN). A fabricante de ônibus registrou lucro líquido de R$ 76,3 milhões no padrão IFRS entre abril e junho, montante 3,5% menor que o de R$ 79,1 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa teve um aumento de 5,8% para R$ 770,2 milhões, enquanto o Ebitda ficou 2,8% abaixo no segundo trimestre, em R$ 97,3 milhões. A margem Ebitda caiu de 13,8% para 12,6%.

A empresa também anunciou revisão nas suas projeções para este ano. A empresa prevê agora uma receita líquida consolidada para 2011 de R$ 3,25 bilhões, ante estimativa anterior de R$ 3,15 bilhões. A previsão de produção de ônibus passou de 29.300 unidades para 30.200 unidades. O investimento total foi mantido em R$ 70 milhões. (Beth Moreira)

FONTE: Agência Estado Sitema de Informação - Agência Estado Sitema de Informação - 09.agosto.2011