EZTEC na Mídia

SÃO PAULO - Após dez meses consecutivos, as açõesda Randon (RAPT4) perderam o posto de small cap mais citada nas carteiras de recomendações elaboradas pelas casas de research. Neste mês de outubro, os ativos da empresa do setor de contrução civil EZTEC (EZTC3) assumiram a primeira colocação no ranking.

Tendo como base os papéis que compõem o SMLL (Índice de Small Caps da BM&F Bovespa), as ações do Randon reduziram de oito citações em setembro para cinco votos nas carteiras recomendadas para o mês de outubro, enquanto a EZTEC teve sete votos no mês de outubro, mantendo, assim, a mesma quantidade de citações recebidas no mês de anterior, liderando o ranking das recomendações em outubro.

Já a terceira colocação foi dividida entre as ações da Localiza (RENT3), Iochpe-Maxion (MYPK3), Fleury (FLRY3) e Marcopolo (POMO4), que receberam quatro recomendações cada.

Ao todo, 31 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Amaril Franklin, Ativa, BofA, BB Investimentos, Bradesco (2 carteiras), BTG Pactual, Citigroup, Coinvalores, Geração Futuro, Geral, Gradual, HSBC, Itaú BBA (2), Omar Camargo (2 carteiras), PAX, Planner, Rico, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, Spinelli, Um Investimentos, Walpires, Win e XP (2 carteiras).

Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em outubro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.

EZTEC: resultados no 2T11 e bom desempenho no setor garantem votos

Os fortes resultados operacionais no segundo trimestre de 2011 e novos recordes nos números de lançamentos e vendas no consolidado do segundo semestre deste ano, foram apontados pela equipe de análise da Rico Corretora, como alguns dos motivos que fizeram com que a empresa fosse lembrada na carteira de recomendações para o mês de outubro.

Somado a isso, a corretora explica que a EZTEC apresenta margens muito acima da média do setor e baixa alavancagem. "Sendo assim, a empresa se consolida com um guidance conservado, porém consistente ano a ano, e ainda múltiplos bastante atrativos", completa a corretora.

Além disso, os analistas da Win Trade lembram que a empresa é a mais rentáveis do setor de construção e atua com baixo endividamento e caixa líquido, evitando gastos com juros. A corretora acrescenta que a receita da empresa tem aumentado consistentemente nos últimos cinco anos, assim como suas margens operacionais, "que hoje são as maiores entre todas as empresas de capital aberto do setor", completa a corretora em relatório.

Randon: apesar da cautela, empresa continua atrativa

A deterioração do cenário econômico mundial e as incertezas quanto ao aumento da concorrência estrangeira no médio prazo prazo, especialmente dos chineses, foi o motivo apontado pelos analistas da Planner Corretorapara retirar, ainda no mês de setembro, as ações da Randon de sua carteira de recomendações. Para o mês de outubro, a corretora manteve a empresa fora de seu portfólio mensal.

Apesar dessa cautela, que reflete a opção de outras casas de reserch de retirar os ativos da companhia de carteiras de recomendações, a empresa não deixou de ser considerada atrativa, fato que a mantém em segundo lugar entre as small caps mais recomendadas.

A Ativa Corretora explica que a performance do papel no mês de setembro de foi superior ao Ibovespa, com queda de 4,1% ante baixa de 6,4% do benchmark brasileiro, fato que contribuiu para a manutenção da companhia em seu portfólio no período.

O analista Artur Delorme explica ainda que a empresa já divulgou a receita líquida no mês de agosto de 2011, em R$ 382,7, com crescimento de 14,5% em relação ao resultado de agosto de 2010, e optou por manter seu guidance de expansão da receita na divulgação do resultado do 2T11, onde previu expansão da receita em 4,9% para 2011, ante 9,5% das estimativas da corretora.

Além disso, a redução do IPI (imposto sobre Produtos Importados) até dezembro de 2011 sobre veículos de transporte, bens de capital e material de construção, beneficia os resultados do setor, contribuindo para a sustentação da demanda, impulsionando a produção no mercado interno.

Outras recomendações

Com três recomendações ainda foram citadas nas carteiras de outubro os ativos do São Martinho (SMTO3), Multiplus (MPLU3), M. Dias Branco (MDIA3), OHL Brasil (OHLB3), Drogasil (DROG3) e OdontoPrev (ODPV3). Já com duas citações aparecem as ações da Droga Raia (RAIA3), Mills (MILS3), Alpargatas (ALPA4), Valid (VLID3), Fertilizantes Heringer (FHER3), Lojas Marisa (AMAR3), Tecnisa (TCSA3) e BR Properties (BRPR3).

As demais companhias foram lembradas uma vez nas carteiras de outubro: Totvs (TOTS3), Saraiva (SLED4), Positivo (POSI3), Paranapanema (PMAM3), Magnesita (MAGG3), Lupatech (LUPA3), Le Lis Blanc (LLIS3), Kroton (KROT11), JHSF (JHSF3), Even (EVEN3), Copasa (CSMG3), Coelce (COCE5), Arezzo (ARZZ3), Anhanguera (AEDU3) e Grendene (GRND3).

Foram 36 small caps citadas pelos analistas. Cabe mencionar que, segundo a BM&F Bovespa, "as empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX (Mid Large Caps). As empresas que não estiverem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL. Não estão incluídas empresas emissoras de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e empresas em recuperação judicial ou falência".

FONTE: InfoMoney - Nara Faria - 11.outubro.2011