EZTEC na Mídia

SÃO PAULO - Apesar de apresentar um recuo no lucrolíquido em bases anuais, a EZTEC (EZTC3) continuou subindo em questão de rentabilidade de suas operações durante o terceiro trimestre. O resultado final da empresa fechou o período em R$ 76,79 milhões, 2,6% a menos do que em 2010, mas a margem líquida - ou quanto das vendas se reverte em lucro - ficou em 45,1%, um salto de 1,5 ponto percentual.

A receita líquida também registrou queda, de 5,6%, para R$ 169,29 milhões. Essa perda foi causada, além do menor volume de vendas, por conta de uma suspensão em dois empreendimentos, cujo faturamento não pode ser contabilizado. Uma queda nos custos da construção civil - 12,1% a menos em 12 meses para produtos e serviços da incorporadora - trouxe a margem bruta para 54,9%, alta de 3,4 p.p.

Vendas e gastos

Wesley Barnabé, analista do setor pela BB Investimentos, alerta para o crescimento nas despesas da EZTEC, sendo ressaltadas as do segmento comercial - R$ 9,74 milhões entre julho e setembro, expansão de 72,2% -, já tendo levado em conta gastos de lançamentos do quarto trimestre.

Mas a operação da imobiliária foi impulsionada, também, por um volume geral de vendas 10,9% maior no período, alcançando R$ 108,5 milhões, e vendas contratadas em avanço anual de 35,9%, para R$ 161,7 milhões. No acumulado de 2011, a companhia já alcançou 70% do ponto médio de suas projeções iniciais de lançamentos, e são esperados novos empreendimentos com VGV de R$ 340 milhões até dezembro.

Apesar da quantidade maior de entregas, o Ebitda (geração operacional de caixa) encerrou em R$ 67,33 milhões, se contraindo em 10,6% frente ao mesmo período do ano anterior, influenciado também por custos administrativos mais elevados - R$ 12,30 milhões.

Bom momento para a empresa

A corretora do Banco do Brasil tem grandes perspectivas para a EZTEC em 2012. O ano deve ser novamente de margens acima da média, com custos menores para compra de terrenos, e foco em imóveis comerciais. Além disso, com um caixa líquido “confortável”, nas palavras do analista, de R$ 274 milhões, e uma dívida bruta em queda anual de 29,5%, a R$ 39,3 milhões, Barnabé aventa três possíveis cenários para a incorporadora.

O primeiro seria iniciar um ciclo de investimentos que traga níveis mais elevados de vendas, e aumente, assim, ainda mais a rentabilidade operacional. No entanto, há a possibilidade de que a empresa realiza novas aquisições e auxilie na consolidação do setor. Por último, uma alternativa seria distribuir esse rendimento aos acionistas, mas essa seria “a menos provável, dadas as perspectivas de crescimento para os próximos anos”, avalia o relatório.

Além de manter a recomendação para as ações da companhia em outperform, ou desempenho acima do mercado, a BB Investimentos revisou para cima o preço-alvo para os próximos 12 meses, que agora foi fixado em R$ 22,50. Em relação ao fechamento de 8 de novembro, o potencial teórico de valorização é de 45,16%.

FONTE: InfoMoney - Equipe InfoMoney - 09.novembro.2011