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SÃO PAULO - Em linha do mês de dezembro, as ações de empresas ligadas ao consumo interno ganharam a preferência de analistas para o mês de janeiro de 2012. O cenário interno mais atrativo contribuiu também para que os ativos do Itaú Unibanco (ITUB4), que já lideravam o ranking entre as recomendações em carteiras no mês anterior, voltassem a aparecer como os mais citados neste período.

A compra da ação ITUB4 foi indicada em 16 carteiras - três votos a mais que no mês anterior, quando apareceu em 13 portfólios. Além disso, assim como no mês anterior, as ações preferenciais da Vale (VALE5) e da Petrobras (PETR4) ocuparam a segunda e terceira colocação no ranking. As ações da Vale foram citadas em 12 carteiras, três a mais que no mês anterior, enquanto a VALE5 apareceu em 10 portfólios, duas recomendações a mais que no mês anterior.

Ao todo, 27 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Amaril Franklin, BB Investimentos, Bradesco, BTG Pactual, Citigroup, Coinvalores, Fator, Geração Futuro, Geral, Gradual, HSBC, Novinvest, Omar Camargo (2 carteiras), PAX, Rico, SLW (3), Socopa, Souza Barros, TOV, Um, Walpires, XP (2 carteiras) e WinTrade.

Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em dezembro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.

Ação Recomendações
Itaú Unibanco PN 16
Petrobras PN 12
Vale PNA 10
BR Foods ON 8
AmBev PN 7
OGX ON 7
Copel PNB 6
Redecard ON 6
BR Malls ON 5
Gerdau PN 5
Localiza ON 5
Bradesco PN 4
CCR ON 4
Cosan PN 4
EZTEC ON 4
OdontoPrev 4
Pão de Açúcar PN 4
Telefônica Brasil PN 4
Valid ON 4

ITUB4: a preferida do setor financeiro

Na opinião da equipe de análise da UM Investimentos, apesar da perspectiva da conjuntura mundial ainda não estar clara, os bancos brasileiros estão bem posicionados para enfrentar um período incerto de crescimento. Além disso, para a corretora, os bancos estão bem capitalizados e têm uma base de financiamento local e diversificada, baixa dependência de financiamento externo e pouca exposição a títulos problemáticos da Zona do Euro e ativos de alto risco.

Dentre os fatores que contribuem para a preferência pela ITUB4 no setor, estão os números sólidos no terceiro trimestre de 2011, com um bom crescimento na parte de crédito e um melhor índice de eficiência em suas operações.

"Projetamos que o Itaú Unibanco registre um retorno sobre patrimônio líquido ajustado de 23,7% em 2011 e 2012. Além disso, o Itaú Unibanco possui a maior RPL (Rentabilidade Patrimonial Líquida) dos bancos de grande porte do Brasil", explicam os analistas Carlos Nunes, Débora Agonilha e Flávia Araújo, da HSBC Corretora.

Em complemento, na opinião da equipe de análise da Bradesco Corretora, apesar de ainda ser esperada uma deterioração na qualidade de crédito, não há provisionamento de despesas nos próximos trimestres para o banco. “Esperamos que o Itaú alcance benefícios importantes em termos de reduções de custo, devido à recente conclusão da integração com o Unibanco”, explica a corretora em relatório.

PETR4 e VALE5: expectativa de bons resultados sustentam citações

A cautela do mercado diante das incertezas em relação ao desempenho da economia global tem influenciado no número de recomendações de empresas mais dependentes do setor externo. Contudo, a Petrobras (PETR4) e Vale (VALE5) reservam características que ainda contribuem para que não deixem de aparecer entre as mais recomendadas.

As ações da Petrobras, por exemplo, voltaram a ocupar a segundo colocação no ranking. Para a equipe de análise da Um investimentos, a atratividade do papel da petrolífera deve-se ao fato de que a ação PETR4 está descontada sobre seus pares internacionais. Além disso, o setor guarda boas perspectivas, já que a tendência é de aumento no preço do petróleo, ou de manutenção dos preços elevados comercializados em 2011.

Por fim, para a Citi Corretora, o reajuste dos combustíveis deve impactar positivamente resultados no 4T11 e em 2012. Por sua vez, a produção de petróleo deve continuar crescendo no curto prazo.

Sobre a Vale, os analistas da Socopa Corretora, Osmar Camilo e Marcelo Varejão, afirmam que embora a queda no preço do minério de ferro seja negativa para a mineradora, a expectativa é de que esta tendência seja revertida no médio prazo. Além disso, a China reduziu o compulsório sobre depósitos bancários, para estimular a economia interna, o que deve ter reflexo direto na demanda por commodities.

“O desempenho econômico-financeiro sólido, crescimento da produção, aliados à entrega de novos projetos e diante de um cenário de sustentabilidade da demanda global resultam na continuidade do cenário positivo para a Vale nos próximos trimestres”, completam os analistas da Socopa.

FONTE: InfoMoney - Nara Faria - 09.janeiro.2012