EZTEC na Mídia

SÃO PAULO - Em relatório sobre o setor o setorimobiliário, o Itaú BBA avalia o potencial de geração de caixa das construtoras brasileiras, fator que considera ser um importante driver para o setor neste momento.

Os analistas David Lawant e Enrico Trotta afirmam que, para mensurar o fluxo operacional de caixa, é necessária a taxa de capital de giro da empresa. Neste contexto, utilizam seis diferentes critérios com o objetivo de obter uma melhor perspectiva sobre a qualidade do fluxo livre de caixa que as companhias poderiam gerar, fatores que podem refletir nos preços das ações: fluxo de entrada de caixa bruto de clientes, fluxo de saída de caixa para construção e terreno, despesas operacionais, resultados financeiros, impostos e outros.

A equipe de análise do Itaú BBA acredita que o fluxo de entrada de caixa bruto de clientes deve crescer cerca de 26% neste ano e 21% em 2013 no setor, enquanto os custos com construções e terrenos devem subir 8% e 11%, respectivamente, abrindo espaço para uma evolução do FCF (fluxo de caixa descontado publicado).

“Esperamos que o setor gere um yield de FCF acumulado de 15% nos próximos 2 anos, mas sabemos que as expectativas podem cair para seis a 12 meses dependendo da execução do ciclo de lançamento do período 2009-2010”, constatam Lawant e Trotta.

Top picks do setor

Os analistas avaliam prefirir empresas com baixo múltiplo Preço/Lucro, ROE (retorno sobre patrimônio) acima do custo de capital, baixa alavancagem, percepção dos riscos de execução, além de um perfil favorável de geração de caixa em 2012. Desta forma, as top picks do setor para o Itaú BBA são MRV Engenharia (MRVE3), PDG Realty (PDGR3), EVEN (EVEN3) e EZTEC (EZTC3).

Enquanto isso, o braço de investimentos do Itaú Unibanco rebaixa as classificações de Brookfield (BISA3) e Tecnisa (TCSA3) de outperform para market perform, por acreditar que o recente ciclo de crescimento de ambas irá levar para uma geração de FCF positiva para 2013.

FONTE: InfoMoney - Marcel Teixeira - 19.janeiro.2012