EZTEC na Mídia

SÃO PAULO - O Credit Suisse iniciou cobertura da EZTEC (EZTC3), com recomendação neutra para os papéis da construtora paulista e preço-alvo de R$ 25,50 para os próximos 12 meses, um potencial teórico de valorização de 13,13% frente ao fechamento de quinta-feira (5). De acordo com o banco suíço, enquanto a empresa possui atrativos, como margens superiores, as ações já estão precificadas perto da perfeição, limitando a alta.

"Sua melhor característica frente aos seus pares é a habilidade de gerar fluxo de caixa", afirmam os analistas Guilherme Rocha, Daniel Gasparete e Vanessa Quiroga. Além disso, sua disciplina, estrutura vertical, com um time construção próprio, concentração no crescimento em poucos projetos com foco nos consumidores de alta e média renda da área metropolitana de São Paulo.

Empresa ruma contra mantras do mercado

Um dos grandes trunfos da empresa, porém, é ter rumado contra os mantras do mercado nos últimos anos - e se mostrar certa. "No início de 2008, o mercado demandava por uma maior diversificação geográfica nas imobiliárias. Cinco anos depois, o setor vê que uma presença maior implica em maiores complexidades", afirmou a equipe de análise do banco. A EZTEC tentou alguns poucos projetos fora da região metropolitana, mas desistiu.

Isso também é válido para outros mantras do mercado, como diversificação entre segmentos de renda, que a empresa também tentou e desistiu. A EZTEC realiza compra de terrenos com dinheiro, ao contrário de outras imobiliárias, que adquirem seus terrenos através de trocas. Além disso, a empresa tende a evitar a securitização de recebíveis. "Graças ao pouco risco de crédito dos seus consumidores, a EZTEC é uma das poucas imobiliárias a reportar resultados financeiros positivos", afirma a equipe.

Além disso, a empresa é uma das menos alavancadas do setor, uma vez que resolveu considerar um cenário conservador, com longos ciclos de construção, o que é bastante positivo em um momento em que as construtoras encontram atrasos nos projetos. Por fim, outro ponto positivo ressaltado por Rocha, Gasparete e Vanessa é o controle e execução permanecerem com a família controladora da empresa. "O mercado começa a notar que, graças ao longo ciclo de construção das imobiliárias, um time de executivos com compromisso com longo prazo é necessário", afirmam os analistas.

FONTE: InfoMoney - Equipe InfoMoney - 05.abril.2012