EZTEC na Mídia

Com desempenho que destoa do comportamento médio das empresas do mesmo setor, a EZTEC aposta no conservadorismo para reduzir os riscos e garantir bons resultados na bolsa.

“Tomamos a decisão de crescer dentro da nossa capacidade de execução e deu certo”, comemora Emílio Fugazza, diretor financeiro da EZTEC. Ele explica que, ao optar por um crescimento mais comedido, a companhia conseguiu manter a margem de ganhos que registrava antes da oferta inicial de ações (IPO , na sigla em inglês) e , mesmo assim, ampliar a captação de recursos. “A abertura de capital foi a melhor coisa que fizemos”, reforça Fugazza.

Mesmo com essa estratégia financeira, a EZTEC vem aumentando ano a ano o valor de seus lançamentos, que passaram de cerca de R$ 900 milhões em 2010 para R$ 1,2 bilhão em 2011 e têm possibilidade de alcançar até R$ 1,4 bilhão neste ano. “As outras companhias lançam valores muito maiores” , compara.

Fugazza acrescenta que a decisão de não expor a empresa é o lastro para esses resultados. “Se temos que compara um terreno, aguardamos um volume de geração de caixa que nos dê condições de pagá-lo à vista para reduzir o endividamento”,explica. Tanto que atualmente a EZTEC tem 75% dos seus terrenos pagos e conta com cerca de R$ 1 bilhão de patrimônio, endividamento de R$ 88 milhões e geração de caixa mais de duas vezes superior à sua divida.

O suporte para isso vem da estratégia comercial, focada no público de classe média, que registrou aumento de 1,7% para 4,7% de participação de mercado em cinco anos na região metropolitana de São Paulo. “Passamos bem pelo difícil período da crise de 2008 e, em 2011, quando o setor apresentou baixo desempenho médio, ficamos muito acima” diz o executivo.

Com a empresa em boas condições financeiras, a expectativa de Fugazza para esse ano é extremamente positiva. “A demanda está muito forte. Tivemos dois lançamentos recentes que foram 98% vendidos em apenas dois meses.”

FONTE: Brasil Econômico - Cláudia Bredarioli - 28.maio.2012