EZTEC na Mídia

SÃO PAULO - O cenário externo não colaborou e a crise europeia, aliada aos sinais de arrefecimento da economia norte-americana e chinesa, aumentaram a aversão ao risco no primeiro semestre de 2012. Desta forma, o Ibovespa, que iniciou o ano mostrando sinais de aceleração, perdeu força e encerrou o primeiro semestre do ano com desvalorização de 2,21%, aos 54.214 pontos.

No Brasil, foram as decisões políticas e econômicas buscando driblar os efeitos da crise externa que deram o tom ao mercado. No ano, o Banco Central reduziu quatro vezes a taxa Selic, visando estimular o crescimento do país. Na mesma linha, foram divulgadas reduções de IPI (Impostos Sobre produtos Industrializados), buscando incentivar a indústria industra local.

Dentro deste turbilhão de informações e medidas, algumas ações se destacaram - tanto pelo lado negativo, como pelo positivo. Entre elas, a InfoMoney selecionou dez empresas, sendo que metade delas teve boa repercussão nestes nesses seis meses, enquanto a outra metade aparece em evidência pelo sinal negativo.

Confira os destaques e quais os fatores que levaram essas companhias a ocuparem posição no ranking. Os dados levam em conta os preços de fechamento da última segunda-feira (2).

Os 5 Destaques Positivos Os 5 Destaques Negativos
Pão de Açúcar Laep
Cemig HRT/OGX
Cielo Cruzeiro do Sul
EZTEC Usiminas
RaiaDrogasil Gafisa

Pão de Açúcar (PCAR4, +18,20% no 1º semestre)

Entre as empresas que ganharam destaque pelo lado positivo no semestre estão as ações do Pão de Açúcar (PCAR4). Entre resultados surpreendentes nos balanços trimestrais e troca de administração, as ações acumularam no semestre valorização de 18,20%.

Depois de registrar lucro líquido de R$ 167 milhões no primeiro trimestre de 2012, aumento de 25,8% na comparação com o mesmo período de 2011, o Pão de Açúcar estimou que os investimentos devem somar R$ 1,8 bilhão para o ano de 2012 e prevê a abertura de 50 novas lojas este ano.

Para a Concórdia e XP Investimentos os números mostraram forte evolução nas vendas da companhia e revelam perspectivas positivas para as ações, considerando a tendência de melhora do consumo ao longo dos próximos trimestres - com a implementação de diversas medidas de estímulo pelo governo.

No final o semestre, a companhia anunciou que o grupo francês Casino assumiu o seu controle. Desta forma, presidente-executivo e do conselho do Casino, Jean-Charles Naouri, foi eleito como novo presidente do Conselho de Administração da Wilkes, controladora do Pão de Açúcar, substituindo Abilio Diniz, que segue como presidente do Conselho de Administração. Com essa mudança, Diniz passa a ser acionista minoritário do grupo fundado por seu pai há mais de 60 anos.

Embora a mudança de controle já estivesse prevista desde 2006 por um acordo de acionistas, a relação entre Abilio Diniz e o Casino se complicou com a tentativa do empresário brasileiro em se unir ao Carrefour - rival do grupo francês em seu país de origem - em 2011. Com isso, Diniz procurava manter o cargo de presidente do grupo.

Em meio a esse processo, Nouri abriu dois pedidos de arbitragem na Câmara Internacional de Comércio contra Diniz. Em março desse ano, o empresário francês iniciou os procedimentos para assumir o controle da companhia.

Cemig (CMIG4, +49,18% no 1º semestre)

Outra companhia que ganhou destaque no primeiro semestre do ano pelo lado positivo foi a Cemig. Pertencente a um setor reconhecidamente mais defensivo, os ativos CMGI4 acumulam nos primeiros seis meses do ano valorização de quase 50%.

Um dos pontos positivos referente à companhia, na visão de analistas, é o Plano Diretor desenvolvido para os anos de 2005 a 2035. Para a equipe de análise da Geral investimentos, o plano permite o “crescimento orgânico e crescimento via aquisição”.

Recentemente, a empresa publicou as projeções oficiais para o Ebtida (geração operacional de caixa) consolidado para os anos entre 2012 e 2016. No período, a empresa estima que a geração operacional de caixa fique entre R$ 5,4 bilhões e R$ 6,2 bilhões. Já o guidance projetado para o ano de 2014 ficou na faixa entre R$ 5,56 milhões e R$ 6,4 milhões. As projeções para os anos de 2015 e 2016, apontam para uma faixa entre R$ 5,7 bilhões e R$ 6,6 bilhões.

Outro ponto sustentado pelo Plano Diretor e visto como atrativo aos olhos dos analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, do Barclays, é o fato de que apesar de enfatizar a busca de novos ativos que agreguem valor à companhia, a companhia mantém uma boa política de dividendos.

As ações da companhia aparecem também como as mais citadas em carteiras recomendadas para o mês de junho. A Geral Investimentos avalia que a preferência por seus ativos considera a boa exposição em três vertentes de crescimento do setor elétrico nos próximos anos - de geração, gás natural e energia eólica, destacando também o follow on da Taesa (TAEE11) como catalisadores positivos da ação.

Cielo (CIEL3, R$ +49,16% no 1º semestre)

Mais uma empresa que ganhou destaque pelo fato de mostrar bom desempenho no 1º trimestre do ano é a Cielo (CIEL3). O desempenho da companhia no primeiro trimestre do ano agradou os investidores. A companhia lucrou R$ 566 milhões no período, um avanço de 33,4% frente ao que havia sido obtido no mesmo período em 2011.

O analista William Castro Alves, da XP Investimentos, classifica o resultado como positivo, considerando que a companhia conseguiu elevar sua participação de mercado a patamares recordes e, ainda assim, incrementar em 3,9 pontos percentuais sua margem operacional. "Com base nos números apresentados neste primeiro trimestre, esperamos uma reação positiva por parte do mercado sobre os papéis Cielo", afirma o analista.

Além disso, segundo o braço de investimentos do Banco do Brasil, após a “guerra de preços” praticada pelas empresas do setor ocorrida com o fim da exclusividade das bandeiras, as companhias começaram a reverter o cenário negativo a partir do segundo semestre do ano passado. “A Cielo está se aproveitando do bom momento do mercado e vem conquistando market-share sobre a Redecard por cinco trimestres consecutivos, com resiliência das taxas”, avalia o analista Carlos Daltozo, em relatório.

Contudo, apesar do panorama positivo para a empresa, o BB Investimentos ressalta o aumento de concorrência no setor com a entrada de novos players. O principal destaque fica por conta do Santander/GetNet, que tem avançado, principalmente no segmento de pequenas e médias empresas.

EZTEC (EZTC3, +34,95% no 1º semestre)

Se as ações do setor imobiliário vêm enfrentando pressão pelas incertezas no cenário econômico mundial, as ações da EZTEC (EZTC3) merecem destaque pelo seu desempenho oposto. Apesar de ter registrado recuo de 3,7% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2012, os números operacionais da companhia vêm agradando o investidor.

Para a empresa, essa queda no lucro caracteriza-se muito mais por conta de um resultado financeiro negativo do que meramente operacional. Ela utiliza-se do ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido, na sigla em inglês) para justificar essa melhora, que se manteve em 24,3% no primeiro trimestre de 2012.

Além disso, em entrevista para a InfoMoney, o diretor de RI Emílio Fugazza classificou o 1º trimestre da empresa como "um dos melhores dos últimos tempos". Conforme Fugazza explicou ao Portal InfoMoney, o resultado financeiro teve participação de apenas 6% no desempenho final, contra fatia de 10% vista no primeiro quarto de 2011.

Outro ponto positivo para Fugazza foi o aumento da margem bruta (Lucro Bruto/Receita Líquida), que passou de 47,3% para 50,4% entre o 1T11 e 1T12, mesmo com o aumento da execução de obras no período. "Ou seja, estamos conseguindo reduzir os custos das nossas obras", complementa o diretor de RI da empresa.

Contudo, apesar de todo esse otimismo, o balanço trimestral da companhia não trouxe apenas números positivos. As vendas contratadas mostraram queda de 36,3% em comparação ao 1T11, ficando em R$ 238,9 milhões, enquanto o VGV (Volume Geral de Vendas), recuou 67,6%, para R$ 144,2 milhões, fazendo com que o volume de lançamentos no período alcançasse apenas 11,1% do ponto médio do guidance estimado para este ano.

RaiaDrogasil (RADL3, +54,52% no 1º semestre)

A RaiaDrogasil (RADL3) mereceu o seu lugar de destaque devido à sua elevação no mercado, refletida em seu desempenho no primeiro trimestre de 2012. Desde o lançamento da RADL3 na BM&FBovespa, depois da fusão da Droga Raia com a Drogasil, em 19 de dezembro de 2011, as ações da companhia acumulam ganhos de mais de 50%.

A empresa abriu 99 lojas no ano passado e aumentou a receita dos produtos genéricos em 31,1% - o grande destaque do resultado de 2011. Esse movimento pode ter acontecido em função da perda de importantes patentes da indústria farmacêutica no ano passado, abrindo espaço para a venda de genéricos, que possuem custos menores e uma margem maior, destaca a analista Sandra Peres, analista da Coinvalores.

Além disso, os analistas Priscila Francisco e Thiago Gramari, do BB Investimentos, afirmam o desempenho dos papéis tem tudo para continuar forte durante este ano, tendo em vista a capacidade da empresa em mostrar bons resultados.

Sandra Peres reforça que, com a fusão, a RaiaDrogasil vai ter um "poder de barganha" muito maior com os seus fornecedores, quando comparada com os seus concorrentes, o que vai trazer um impacto positivo para a margem bruta, Ebitda (geração operacional de caixa) e, consequentemente, na margem líquida - devendo ser visto principalmente nos resultados de 2013.

Vale mencionar ainda a finalização da fusão no mês de maio: o Cade (Conselho Administração Defesa Econômica) aprovou a fusão que resultou na RaiaDrogasil. Além disso, também em maio, a companhia firmou acordo para a aquisição de 26 pontos de comércio na grande Goiânia.

Laep (MILK11, -89,77% no 1º semestre)

Já pelo lado negativo, ganhou destaque no primeiro semestre do ano as ações da Laep (MILK11). A companhia não vem agradando os investidores em geral, em meio à diluição de seu capital social, multas relativas à Parmalat, desde a compra de seu controle no Brasil, em 2006, entre outras questões.

Em janeiro, um grupo de minoritários da empresa organizou um protesto em frente à BM&FBovespa para criticar as sucessivas emissões de ativos MILK11, que foram minando sua participação. Além disso, a companhia vem atrasando a entrega de seus resultados trimestrais, o que irritou os acionistas.

Em meio ao cenário conturbado, a Laep anunciou no dia 24 de janeiro, o substituto para presidência da empresa. A notícia veio depois que o presidente-executivo da empresa, Marcus Elias, decidiu sair do comando da companhia, que controla a marca Parmalat no Brasil.

Em relação aos resultados operacionais, a empresa havia revelado os dados relativos ao primeiro trimestre do ano passado na penúltima semana de dezembro, quando apontou um lucro líquido de R$ 500 milhões no período em questão. Em entrevista à InfoMoney TV no dia 28 de dezembro do ano passado, o diretor financeiro, Alberto Mendes Tepedino, disse que a companhia tem tomado medidas para sanar os problemas com o atraso na divulgação dos resultados.

No dia 25 de maio, a Laep comunicou o grupamento das ações da companhia, classes A e B, na proporção de dez ações para uma. Após esse grupamento, a totalidade das ações passou de pouco mais de 416 milhões para aproximadamente 41 milhões. Segundo a companhia, uma das razões para a mudança está no agravamento das condições econômicas externas, especialmente na Europa, o que impacta diretamente em Luxemburgo, país de sua listagem originária.

Cabe lembrar que em abril de 2011 a empresa fez uma operação semelhante, também na proporção de 10 para 1. À época, o capital social da companhia passou para 151,49 milhões de ações, frente aos 1,51 bilhão de papéis anteriormente.

HRT (HRTP3, -44,63%) e OGX (OGXP3, -53,74% no 1º semestre)

Empresas do setor petroléfero também ganharam destaque pelo desepenho negativo no primeiro semestre do ano em meio às incertezas no cenário externo e notícias corporativas. Dentre elas, as ações da HRT Participações (HRTP3) e OGX (OGXP3), que registram queda de 44,63% e 53,74%, respectivamente, desde o início do ano.

Em relação à HRT, a companhia registrou forte queda já nos primeiro dias do ano, após o anúncio da conclusão dos testes de formação de gás natural na Bacia do Solimões, indicando um potencial de produção de até 250 mil metros cúbicos de gás natural e 300 barris de condensado por dia em poço vertical.

Ainda em janeiro, a mudança no acordo entre a petrolífera pré-operacional HRT e a anglo-russa TNK-BP, gerou riscos adicionais para a empresa brasileira. Essa situação levou ao corte do preço-alvo pelos bancos suíços Credit Suisse e UBS, sendo que o último também reduziu a recomendação, de compra para venda.

As pressões sobre as ações da companhia aumentaram ainda mais após a atualização da execução do plano de negócios, quando a empresa se viu pressionada pelo mercado por conta de suas operações na Namíbia - uma de suas principais bases de operações.

Já as ações OGX acentuaram as perdas após a notícia de que a produção da empresa no campo de Tubarão Azul será muito abaixo do esperado. Embora a companhia afirme que a queda tenha ocorrido por uma interpretação "errada" por parte do mercado, algumas casas de análise, como Bank of America Merrill Lynch, JP Morgan e Credit Suisse, optaram por rever suas estimativas em relação a produção da petrolífera, reduzindo também o preço-alvo e recomendação para as ações da petrolífera.

Logo após o comunicado, os acionistas da empresa optaram pela substituição do diretor-presidente, Paulo Mendonça, por Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, que comandava a OSX Brasil (OSXB3).

Apesar de recuperar parte da perdas nas últimas sessões, registrando alta de 14,55% na última terça-feira (2), a ação ocupou a liderança como a pior do primeiro semestre entre aquelas do Ibovespa. Refletindo esse desempenho, o Deutsche Bank cortou em 66% o preço-alvo para as ações, reduzindo-o de R$ 18,00 para R$ 6,00 - ao mesmo tempo em que manteve a recomendação de manutenção para os papéis da petrolífera.

Além de destacar que a perspectiva tem ficado cada vez mais negativa para a empresa, com as recomendações de manutenção se tornando o consenso de mercado para os papéis, os analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca destacam a natureza volátil dos papéis.

Banco Cruzeiro do Sul (CZSR4,-89,60% no 1º semestre)

No setor financeiro, o destaque negativo ficou para as problemáticas ações do Banco Cruzeiro do Sul (CZSR4). A instituição ganhou destaque na mídia por suspeitas de descumprimentos de normas e com isso suas ações chegaram a ser suspensas para negociação no dia 4 de junho. Tal fato ocorreu após o Banco Central decretar intervenção no banco por 180 dias, assim como na corretora, na distribuidora de títulos e valores mobiliários e na securitizadora de créditos financeiros.

Desta forma, o Banco Central colocou a instituição sob regime de administração especial temporária por conta do descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro e "insubsistência em itens do ativo". Segundo publicado na imprensa na ocasião, a instituição possui um rombo de R$ 1,3 bilhão.

Antes do previsto, os papéis voltaram a ser negociados no dia 5 de junho, quando despencaram 42,1% na volta à bolsa.

Antes disso, no entanto, a situação do Cruzeiro do Sul já preocupava a autoridade monetária desde 2011. “A supervisão é realizada de maneira sistemática e contínua nos bancos e nas demais instituições financeiras. No caso do Cruzeiro do Sul, a partir de 2011 foram intensificados os trabalhos com foco na qualidade das operações de crédito e no processo de constituição de provisões”, informou o Banco Central por meio da sua assessoria de imprensa.

Ainda segundo a resposta obtida pelo InfoMoney, em 2012 houve a necessidade de apertar mais o cerco em relação às atividades da instituição financeira. “Ampliado o escopo do trabalho em abril de 2012 e detectada a situação de anormalidade, foi determinado que a instituição adotasse providências para trazê-la de volta à situação regular”, disse o BC. O fato é que, no meio de tantas notícias, as ações da companhia despencam quase 90% no acumulado do ano.

Usiminas (USIM3,-54,74%; USIM5, -38,03% no 1º semestre)

O mercado não tem mostrado satisfação ainda com os resultados trimestrais apresentados pela Usiminas (USIM3;USIM5). A companhia fechou o primeiro trimestre do ano com prejuízo de R$ 37 milhões, frente ao lucro de R$ 16 milhões no mesmo período de 2011.

O resultado no trimestre foi decorrente de provisões de contingências judiciais, perdas cambiais e aumento das despesas financeiras líquidas, indicou a empresa em relatório. As quedas das ações se acentuaram ainda mais após a empresa anunciar que foram excluídas do índice MSCI (Morgan Stanley Capital International) da América Latina, conforme revelado pela instituição no dia 16 de maio.

Depois disso, as ações até apresentaram uma melhora depois do comunicado do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) permitindo à CSN voltar a negociar ações da companhia. Contudo, a notícia não foi suficiente para reverter as fortes quedas registradas pela companhia nos últimos meses.

Os investidores mostram temor ainda de uma oferta de ações da companhia, de modo a equilibrar as contas após os recentes resultados fracos. Segundo cálculos da instituição, a siderúrgica poderia ter que levantar até R$ 2,5 bilhões para equilibrar a relação dívida líquida sobre Ebitda (geração operacional de caixa). Com essa capitalização, a relação do múltiplo, que atualmente é de cerca de 4 vezes, cairia para 2,2 vezes entre 2013 e 2015.

Gafisa (GFSA3, -38,84% no 1º semestre)

Se as ações da EZTEC se destacaram pelo lado positivo entre as companhias do setor imobiliário, a Gafisa (GFSA3) aparece como o destaque negativo neste primeiro semestre do ano, acompanhado das principais empresas do mesmo setor. Mas um dos motivos para ela ter sido a escolhida entre elas foi a desaceleração intencional nos lançamentos de Tenda nos primeiros seis meses, como parte de uma estratégia mais conservadora do grupo, com foco em aumento da rentabilidade, geração de caixa e redução da dívida.

Diante disso, a Gafisa fechou 2011 com lançamentos que somaram R$ 3,5 bilhões, ponto mínimo do guidance previsto para o ano, que ia até R$ 4 bilhões. O valor é 21% menor ao reportado no calendário anterior. Considerando apenas os resultados da Tenda, os lançamentos em 2011 totalizaram R$ 398 milhões, recuando 75% na comparação com 2010.

Apesar da nova estratégia da Gafisa para voltar à lucratividade, o HSBC acredita que ainda há muito por fazer, mas "há luz no fim do túnel para a imobiliária". A corretora reduziu em 65% o preço-alvo para as ações da imobiliária, indo de R$ 10,00 para R$ 3,50.

Para o analista Felipe Rodrigues, do HSBC, o principal problema da Gafisa para é justamente o capital de giro da Tenda. O novo planejamento da companhia prevê melhorias nesta questão, com o cancelamento de mais de R$ 1 bilhão em vendas da subsidiária, revisão das unidades e, ao mesmo tempo, transferência dos recebíveis para a Caixa Econômica.

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FONTE: InfoMoney - Nara Faria - 03.julho.2012