EZTEC na Mídia

A EZTEC avalia que conseguirá manter sua posição de caixa líquido até 2013, ainda que isso possa não ocorrer, em algum trimestre, devido ao pagamento de dividendos ou desembolso maior na compra de terrenos, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da incorporadora, Emílio Fugazza.

Em 2011, o saldo de caixa e recebíveis performados (referentes a unidades prontas) da EZTEC esteve na melhor posição dos últimos anos, conforme Fugazza, e o endividamento correspondeu a 11% do total. Esse saldo deve ficar, em 2012, próximo ao do ano passado, mas a participação dos financiamentos deve ser mais que triplicada, em função da demanda de mais recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para um maior número de obras.

Segundo o presidente da EZTEC, Sílvio Ernesto Zarzur, a companhia tem R$ 1,248 bilhão em projetos que deverão ser aprovados no segundo semestre. O banco de terrenos, de R$ 4,5 bilhões, é considerado confortável pela empresa. A EZTEC avalia também que será possível continuar a cumprir seus orçamentos. Nosso histórico é favorável. Não economizamos em todas as obras, mas, no conjunto da ópera, temos um resultado positivo, disse o diretor técnico da EZTEC, Marcelo Ernesto Zarzur. A incorporadora trabalha com o chamado caixa livre, que permite antecipar contratações de produtos ou serviços.

A antecipação do início do processo de conversas com clientes, em caso de atraso de parcelas, e do preparo da documentação para o repasse dos recebíveis a bancos possibilitaram que a EZTEC reduzisse o nível de inadimplência de sua carteira. Em abril, o atraso acima de 30 dias correspondia a 0,3% da carteira, indicador que chegou a 2,2% em fevereiro do ano passado e em 1,7% em maio de 2011.

Ontem, em reunião com investidores, o vice-presidente da EZTEC, Flavio Ernesto Zarzur, disse acreditar que, em dez meses, a primeira torre do projeto comercial triple A EZ Towers, em desenvolvimento na zona sul de São Paulo, estará vendida. Isso vai proporcionar os recursos para o desenvolvimento de todo o projeto, que abrange outra torre. A CBRE foi contratada para fazer a comercialização do projeto, que tem sido apresentado a fundos, fundações e multinacionais.

Um financiamento imobiliário está em negociação para esse projeto, com taxa em linha com o SFH. O EZ Towers é considerado pela EZTEC a cereja do bolo, pela perspectiva de visibilidade técnica e financeira que dará à companhia, conforme Fugazza. Segundo ele, é esperada margem bruta de pelo menos 50% para o empreendimento. Num cenário de piora da economia, o ritmo de condução do projeto pode ser alterado.

FONTE: Valor Econômico - Chiara Quintão - 17.julho.2012