EZTEC na Mídia

Companhias como Helbor, EZTEC e João Fortes apresentam crescimentos significativos

Empresas de porte médio como Helbor, EZTEC e João Fortes se destacaram no primeiro semestre do ano. A João Fortes, por exemplo, teve um acréscimo de 198,72% no valor da receita atingindo RS 393,51 milhões no final de Junho. Isso permitiu que a companhia deixasse para trás o prejuízo de RS 930 mil, obtido em Junho de 2009, e registrasse um lucro líquido de RS 78,94 milhões neste ano. Com isso, a margem liquida pulou de 1,2% para 26,4% e o seu valor de mercado passou de RS 400 milhões para RS 1,22 bilhão, um aumento de 205%.

A Helbor, por sua vez, teve um aumento de 104,26% na receita, chegando a RS 464,13 milhoes em Junho deste ano. Jà o lucro liquido cresceu 188,81%.

"A EZTEC também esta se beneficiando muito do bom momento da economia, mesmo tendo a sua atuação concentrada em São Paulo", afirma Antonio Bezerra, analista da Lopes Filho Associados.

Segundo Bezerra, os custos dos terrenos tanto na capital paulista quanto no Rio de Janeiro estão muito altos. Geralmente, um terreno representa cerca de 10% do total do custo de obra, chegando a no máximo 15%, no caso dos empreendimentos de alto padrão. Mas nas duas cidades passaram de 20%", afirma.

Isso pode explicar o mau desempenho da construtora Adolpho Lindenberg no semestre. Voltada principalmente para o alto padrão, em São Paulo, a companhia registrou uma queda de 21,01% na receita nos primeiros seis meses do ano. O prejuízo também aumentou no período, passando de RS 1,37 milhão, no primeiro semestre de 2009, para RS 4,62 milhões. Com isso, o seu patrimônio liquido negativo aumentou de RS 28,06 milhões para RS 32,2 milhões.

Segundo semestre

A expectativa é que, nos próximos meses, os números continuem muito bons. “O terceiro trimestre está indo de vento em popa", adianta Ubirajara Spessotto, diretor geral da Cyrela. "Esperamos crescer no segundo semestre", diz Luis Rogélio Tolosa. diretor financeiro e de relações com investidoras da Brookfield.

Mas os balanços do ano que vem não devem vir recheados com trás dígitos de crescimento, como neste semestre. "Não será uma queda, será uma desaceleração, muito por conta do patamar que as empresas atingiram e porque o Produto interno Bruto (PIB) brasileiro deve reduzir o ritmo, analisa Bezerra. "Mas o foco deve continuar sendo o econômico, independentemente de quem vença as eleições."

O analista discorda de que as margens de lucro são menores neste segmento. "A MRV, que constrói imóveis predominantemente voltados para a baixa renda, ê uma das empresas que possui uma das melhores margens do setor", compara.

FONTE: Brasil Econômico - Natália Flach - 20 de Agosto de 2010