EZTEC na Mídia

Grande parte dos empréstimos veio do SFH. Para se capitalizar, empresas também emitem debêntures.

A dívida das 17 incorporadoras brasileiras de capital aberto somaram, no primeiro semestre de 2010, R$ 20,9 bilhões. Deste total, R$ 8,2 bilhões foram obtidos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e serão usados para custear a producão dos empreendimentos. Outros R$ 8,2 bilhões vieram da emissão de debêntures. Geralmente, os recursos adquiridos desta forma são alocados na compra de terrenos e no pagamento de despesas. Já o restante, de R$ 4,5 bilhões, foi captado por meio de linhas de crédito exclusivas para capital de giro. As empresas registraram ainda um endividamento de R$ 7,7 bilhões para aquisição de terrenos.

Em contrapartida, de Janeiro a Junho, as incorporadoras colocaram em caixa R$ 9,7 bilhões e alcançaram outros R$ 4,5 bilhões de recebíveis performados. Ou seja, enquanto os ativos somaram R$ 14,2 bilhões, o passivo foi de R$ 12,7 bilhões — já que os recursos do SFH são repassados diretamente para os bancos. “A composição de ativos e passivos se tornou mais equilibrada ao longo dos anos", afirma Antônio Emilio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da EZTEC. "A busca pelo mercado de capitais tem sido mais intensa e continuará sendo sustentável a longo prazo", acrescenta.

Apesar de acreditar nisso, desde que abriu capital em 2007, a EZTEC tem se capitalizado com recursos dos próprios acionistas e da caderneta de poupança. "Ainda não sentimos necessidade de ir a mercado e fazer novas emissões, porque a contrapartida é a diluição dos acionistas e acabar pagando menos dividendo por ação", explica Fugazza.

Por sua vez, a Cyrela aposta na diversificação de fontes de financiamento. "Uma das principais formas usadas pela companhia é reinvestir 75% do nosso lucro na empresa", conta Luis Largman, diretor financeiro e de relações com investidores da incorporadora. A companhia, que abriu capital em 2006, fez uma nova emissão de papéis no ano seguinte e em 2009. “Também emitimos debêntures em 2008 e em 2009", conta Largman. "Contamos ainda com uma carta de standby, que é uma garantia firme de crédito dada por bancos. Se precisarmos do dinheiro, sabemos que podemos contar com ele. "

Largman acrescenta que a Cyrela tem estudado a possibilidade de entrar no mercado de securitização ainda este ano, tanto com carteiras de recebíveis performados quanto de não- performados. "Existe ainda a possibilidade de no futuro fazermos parcerias com fundos imobiliários. Muitos deles estão interessados em investir no Brasil e têm a vantagem de não pagar imposto de renda."

No primeiro semestre, a Cyrela registrou endividamento de R$ 1,2 bilhão no SFH e R$ 1,3 bilhão devido à emissão de debêntures. Em caixa, a companhia soma R$ 1 bilhão e a relação de dívida sobre patrimônio chega a 40%. A carteira de recebíveis tem um volume superior a R$ 11 bilhões." Já a carteira de crédito do Santander, por exemplo, soma cerca de R$10,3 bilhões.

FONTE: Brasil Econômico - Natália Flach - 25 de Agosto de 2010