EZTEC na Mídia

A escassez de mão de obra e o novo padrão internacional de contabilidade que deverá ser adotado pelas empresas de capital aberto até o final deste ano vão acelerar a entrega de empreendimentos imobiliários. Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da EZTEC, vai além: “Provocarão uma das maiores transformações pelas quais já passou a indústria da construção civil no país”.

Um pedreiro regularmente contratado por uma empresa que esteja erguendo um edifício em São Paulo recebe um salário mensal de pelo menos R$ 2 mil. Um mestre de obras não sai por menos de R$ 8 mil. Ambos são profissionais disputados pelas empresas do ramo, que, com o aumento de sua folha de pagamento, começam a avaliar melhor a possibilidade de introduzir nos canteiros de obras equipamentos cujo uso não se mostrava viável economicamente quando havia abundância de operários a um custo bem mais baixo que o de hoje.

Além disso, métodos construtivos mais modernos — como a colocação de fachadas e de banheiros que já vêm prontos dos fornecedores—, que chegaram a ser testados no país mas também não eram muito usados por serem mais caros que a utilização intensiva de mão de obra barata, passam a fazer parte do orçamento de construção de novos edifícios.

Pela contabilidade em vigor, as construtoras podem creditar como receita em seu balanço financeiro uma parte do valor pelo qual venderam os apartamentos que ergueram, mesmo que o prédio não esteja totalmente concluído e que as prestações dos mutuários estejam no inicio. Pelo novo padrão internacional, só poderá aparecer como receita o dinheiro que, efetivamente, entrar no caixa da companhia. Com isso, a demora para entregar o edifício terá reflexos diretos no balanço da construtora e na cotação de suas ações na bolsa de valores. Seu valor de mercado espelhará a pontualidade da conclusão das obras. Será bom para os consumidores e para a credibilidade das empresas.

FONTE: Brasil Econômico - Costabile Nicoletta - 06 de Setembro de 2010